Tempos modernos | Dennes Rocha



Vivemos tempos modernos, em que a tecnologia e os avanços da medicina tem estado cada vez mais presente na nossas vidas. Os celulares de última geração facilitam o contato em tempo real com pessoas que estão do outro lado do planeta sem que seja necessário gastar muito com isso. Hoje é possível fazer transações financeiras e pagamentos em estabelecimentos apenas com a aproximação do celular ou com a sua digital. Uau, a tecnologia é mesmo fascinante!

E a medicina? Hoje é possível reformamos o nosso corpo. Dá pra mudar o nariz, o formato do rosto, retirar aquelas gordurinhas do barriga, mudar a cor dos olhos, do cabelo, trocar os dentes, e hoje, nem mesmo é mais necessário ter relações sexuais para engravidar.

Vivemos em tempos modernos.

Uma benção ou maldição? Bom, isso depende. Gosto de pensar que é como uma espada de dois gumes. Ela agiliza nosso dia, por outro lado, somos a geração mais impaciente e exigente que já existiu. Ela nos dá muitas possibilidades, mas ela tem um preço.

O preço dos tempos modernos se reflete na falta de conexões pessoais e na impaciência de aprender que tudo tem o seu tempo para acontecer porque embora a tecnologia possa nos ajudar em muitas coisas, ela não pode mudar o tempo. Ela não tem o poder de nos fazer avançar ou retroceder no tempo. Somente um é o Senhor do Tempo. Somente Deus pode fazer mudar os tempos e as estações.

Coisas de valor não podem ser alcançadas em 3 minutos ou ao toque de um botão elas precisam ser escavadas. O valor de algo é definido seu preço para conquistá-lo. Quanto mais difícil, mais valioso. Por exemplo, já parou para se perguntar porquê um diamante vale mais do que uma garrada de água? 
Se avaliarmos bem, a água é muito mais importante para nossa sobrevivência. Ninguém precisa de um diamante para viver. Em contrapartida, o diamante é mais difícil de se obter do que a água (pelo menos no Brasil).

Talvez seja por isso que vemos uma geração que se preocupa com coisas tão fúteis. Elas não sabem o real preço das coisas.

É verdade que os tempos modernos trouxeram muitas contribuições e facilidades. Mas de certo modo, ela tirou de nós o senso do que é realmente importante. Tirou de nós o valor das coisas.

E como cristãos não estamos imunes a isso. A modernidade tem tirado de muitos cristãos o senso da grandeza e da importância da maravilhosa Presença de Deus. Não existe algo mais valioso que isso e isso não pode ser alcançado nem mesmo com toda a modernidade do mundo. Não existem atalhos para se obter esse bem mais precioso.

Nada é mais importante do que a Presença de Deus. Aquele que carrega a presença de Deus no seu interior desfruta de uma paz que excede todo o entendimento e tem dentro de si uma alegria que ultrapassa até mesmo a própria compreensão. É alguém capaz de se deitar a noite em completa paz e logo pegar no sono. É alguém capaz de manso, humilde, benigno e feliz! Não porque seja alguém perfeito, mas porque carrega Aquele que é perfeito dentro de si. Carrega Jesus, o Filho de Deus.

E isso meus amigos, não se encontra nos auditórios mais bonitos do mundo, nas palestras de auto ajuda, nos melhores livros da atualidade, nos melhores terapeutas ou canções compostas. Isso não é algo que se consegue pegando atalhos. A Presença de Deus é algo que só tem quem decide entrar no seu quarto, fechar a sua porta e ficar a sós com Deus. Que decide abrir o coração diante de Deus e ter uma conversa sincera com o Autor da Vida!

Afinal, os tempos podem ser modernos, mas o Pai ainda prefere uma boa conversa à moda antiga. 

Bom é louvar ao SENHOR, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo; Para de manhã anunciar a tua benignidade, e todas as noites a tua fidelidade; Sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério; sobre a harpa com som solene. Pois tu, Senhor, me alegraste pelos teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos. Quão grandes são, Senhor, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos. (Salmos 92:1-5) 

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